Deixa-me ser – Giuliano Fordelone

Já fui o tempo
Já fui a lembrança
Já fui o vento

Nunca perdi as esperanças
E de tanto descontentamento
Me restou as mudanças

No meu discernimento
Sou mais um em tantos outros
Mas meu pedido foi indeferido

Foi culpa dos astros
Talvez até de um descuido
Não deixei rastros

Já fui querido
Já fui lembrança
Já fui líbido

Poema de 21 de outubro de 2016
Obra de: Frederick McCubbin

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