Apelo à Formação Humana

Não é um tema fácil a ser abordado, cabe-lhe muitas facetas e profundas reflexões interdisciplinares.

Mas afinal o que é a Formação Humana? Para os gregos podia-se resumir em apenas uma palavra, que por sinal não é nada resumida, é ao contrário, muito complexa. A palavra é PAIDEIA, traduzido simplificadamente em cultura ou formação.

Porém não são apenas cultura e formação, é política, é valores éticos pré-estabelecidos e refletidos de forma profunda em suas implicações na prática das relações, é também sexo/sexualidade, é a ideia de família, de sociedade, de comuna etc., resumindo, tudo que fez da polis (cidade-estado) ser o que havia se tornado.

A formação do ser humano não era apenas de ofício como nós temos hoje, as ditas Universidades travestidas de renomes num sistema inepto que produz mentes bitoladas e afuniladas em sua área de conhecimento. As escolas então, passa longe do que é Paideia.

Para ser objetivo, Paideia é um atributo, um legado, um apanhado de desenvolvimento humano de uma geração deixada para outra, de forma ampla e complexa.

Se pararmos para analisarmos as estruturas verticais de nossa sociedade, vemos que está em completa degradação. O Estado é apenas ferramenta de manobra e articulação de interesses privados, resumida numa palavra: Corrupção. As relações basilares da sociedade, ou seja, os cidadãos, pouco se interessam pelas relações coletivas e sociais, imergidos no drama do dia a dia, acordar para trabalhar, trabalhar para sustentar, sustentar para “educar”, educar para A FAMÍLIA e não para A SOCIEDADE – temos então a raiz observável e objetiva da formação corruptível.

E por que um apelo?

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Diversidade na e para a Formação Humana

Veja que o apelo é a retomada da consciência de nossa era. Educar para ser livre, mas ser livre requer consciência mútua. Num mundo onde a regra é ditada pela economia, não podemos deixar abalar nossos valores éticos-sociais, muitos deles positivados pelos Direitos Humanos, pelo escárnio da barbárie que estamos nos tornando.

Vejo diariamente sadismo e carrascos bem vestidos ditando axiomas sociais que beijam a face da violência e da corrupção. Pessoas comuns trazendo a tona o potencial de homogenização cultural, ceifando a diversidade em sua essência. Uma industria, nada comprometida com o ideal de Paideia, criando uma contra-cultura de massa “estereotipando” os grupos que compõem essa diversidade brasileira.

Qual é o nosso legado?

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Como um pessimista vê a nossa “humanidade”? Bem, vejo que nós humanos sempre tendemos aos vícios do que as virtudes, e com um requinte pós-moderno de hipocrisia sadista que nos faz ejacular ódio pelos orifícios morais.

Ual! Demasiado pesado foi o paragrafo acima, mas basta olhar sem as ilusões de nossa sociedade. Somos composto religiosamente, em sua maioria, de cristãos onde o axioma central é: “- Amar o próximo como a ti mesmo.” –  Meus pêsames pelos pobres, negros, LBGT+, mulheres e diversos casos que seria impossível nomear um por um. Estamos amando com o olhar de sangue de vingança e a boca babando ódio. Eis aqui a residência da hipocrisia!

Nosso legado é a valorização do pão e circo, do salário mínimo (pão e água) e do futebol ou UFC nos finais de semana, que sociedade do c@#$%&* em que vivemos…

Ensinamos às nossas crianças a respeitar, contanto que seja dentre das nossas convicções de respeito, o resto são excludentes que justificam a falta de integridade ética diante do convívio com o “estranho”, com o diverso, o diferente.

A voz da maioria se torna DITATORIAL abafando a liberdade da minoria de se viver como a maioria vive. A finalidade da vida é, segundo muitos, a felicidade. E é tão somente nesse sentido que a vida faz sentido, ou seja, sem a finalidade de se viver cada vez melhor, unidos, fraternalmente como muitos preceitos religiosos (unânime), sem esses preceitos tudo nos é permitido, e se tudo nos é permitido nada pode parar nossos impulsos mais degradantes!

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Democracia Representativa

 

Vamos refletir? Escrevo com a intenção de falar diretamente ao senso comum, às pessoas comuns. A ideia é questionar e apontar os problemas, a solução vem depois com a união dialógica de nossa subjetividade em prol de um único objetivo: A Vida Boa!

 

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