Imbecilidade Cotiadiana

Fico impressionado com a internet. Uma ferramenta de liberdade (artificial) que marca a nossa era, um período onde podemos ser o que quisermos ser e estar onde queremos estar.

Entretanto, o que era para ser uma ferramenta de liberdade e potencializadora de nossas faculdades mentais e espirituais – no sentido de “ser” humano – vejo, com muita frequência, potencializando não só os pré-conceitos, que sem dúvidas são bons e desperta a curiosidade, mas os preconceitos (intolerância).

Não é raro encontrar “memes” ou até mesmo imagens com um suposto “humor” discriminando com falsas analogias e propagando a adesão acrítica de determinados fenômenos.

Primeiramente, se a liberdade lhe é tão cara como indivíduo, não é verdadeiro se intrometer ou militar contra um determinado estilo de vida ou até mesmo fomentar um viés conservador do seu modo de vida. É incoerente, é lutar contra a própria liberdade quando se luta contra a liberdade do outro.

Segundo, a tantas outras coisas interessantes a serem descobertas por nós, como individuo, do que ficar na mesmice de um pensamento, por hora muitas vezes ultrapassados, desprovido de fundamentos lógicos e condizente com nossos avanços éticos e morais.

Fundamentalismo, leia-se fanatismo ou imbecilidade, não valida nenhum argumento contra a existência de determinado fenômeno e suas implicações práticas, como por exemplo o suposto preconceito inverso. A existências de idiotas e imbecis que detratam de forma absurda movimentos que buscam maiores liberdades e equidade, dentro e fora do mesmo, não refuta a necessidade de debater e de buscar tais direitos em comum.

Ontem pude ter uma conversa, um tanto quanto incomoda, porem proveitosa sobre a educação e sobre tais movimentos, onde o meu companheiro de dialogo se utilizava de exemplos comuns e frequentes baseado na conduta desses imbecis e dos absurdos que ocorre dentro desses fenômenos. Pois bem, lidar com o senso comum não é uma tarefa fácil, já que a regra da maioria tende a sobrepor e pretende desvalidar o anseio da minoria. Há disparidade entre o dever-ser e o que é de fato. E isso só se pode mudar com diálogos desprovidos de quaisquer preconceito e avaliações superficiais e segmentado em cima do fenômeno.

Vou citar duas situações que costumam com muita frequência seguir tais padrões em diálogos. Debates econômicos seus oradores costumam sustentar argumentos superficiais e comum viés teórico segmentado, ou do ponto de vista sociológico ou apenas econômico com se fossem desconexos ou isolados. Debates acerca dos movimentos sociais sempre seguem com um viés político-ideológico isolado que sobrepõem acima dos demais como verdade absoluta e invariável, aliás, as relações inter-subjetivas não são cálculos matemáticos que podem ser previstos seus resultados, há variantes tão diversas que fogem da mais perfeita concepção dessas relações, o que se torna incompleta e em constante avaliação.

A intolerância, de certa forma, não é problema quando guardada pra si, agora quando se torna paradigma político e ideológico aí sim há um problema social. Por exemplo, ninguém é obrigado a gostar e/ou aceitar relações homo-afetivas ou interraciais, entretanto, nos é dever respeitar e não OPINAR na vida de quem se relaciona dessa maneira. Se é contra, não faça! Não cerceie a liberdade do outro de fazer o que você não faz PARA si mesmo.

Quando a vida, a própria existência do outro, lhe ofende, o problema não está no outro e sim dentro de si mesmo, com crenças limitantes e fechadas dentro da sua pequena existência. É cansativo ver que em nossa era os valores/princípios fundamentais de nossa era moderna é relativizado para nossa concepção de mundo. Liberdade não pode ser relativizado ao o que você compreende por liberdade, igualdade, vida, propriedade etc.

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