Homem ou Mulher, Mulher ou Homem.

  Estou a refletir as diferenças entre homens e mulheres, não ao nível do senso comum, mas em suas peculiaridade.
  Penso eu: o ser humano (espécie homo sapiens sapiens) é pacificamente conhecido e aceito como detentor de 3 naturezas distintas, bio-psico-social. O que alguns autores ainda acrescenta o aspecto eco-antropo-social.
  Pois bem, ao senso comum, por ora, se atem tão somente nas diferenças biológicas, sendo estas consideradas como verdade absoluta das diferenças entre os dois sexos.
  Ao segundo nível está o aspecto psicológico, do qual se encontra uma diversidade enorme, onde se caracteriza a personalidade e a identidade do ser para o ser que se reconhece com um ser autônomo.
  No terceiro nível está o aspecto social, onde caracteriza o papel no qual o ser participa e atua em sociedade, suas relações e implicações com o outro.
 
  Diante ante exposto, creio que mesmo no primeiro nível a variação genética é tão diversa da qual ainda é objeto de estudos aprofundados e a própria mapeação do genoma ainda debatida entre os doutos da área, da qual vou me eximir de aprofundamento para não incorrer em equívocos.
  Já o nível psicológico, no qual a sociedade como um todo ainda é retrograda em reconhecer que a diversidade de personalidades e identidades são inumeráveis, constituindo seres tão distinto em sua peculiaridades, o que me parece fascinante. Ainda que eu possa ser cauteloso ao afirmar a identidade de gênero em tenra idade ou até mesmo num jovem adulto, levando em consideração que nossa psique está em constante mudanças implicada por fatores externos e internos. Creio haver sim tal distinções de identidade. O que para mim são conceitos apenas formais, onde o preconceito e a discriminação acaba se atendo gerando mais confusão e desordem.
  Já no nível social, há, ao meu ver, uma forte “doutrinação” social para o exercícios das funções, ora delegada pelo credo religioso que forma tal sociedade, ora pelas próprias necessidades da sociedade delegar e nomear tudo aquilo que pode – ou pretende – afim de dar uma falsa coerência em seus estudos, como por exemplo a própria determinação do papel social do homem e da mulher, com bases tão rígidas que o menor desvio leva anos para ser assentado, exemplo prático, na transição da mulher de dona de casa para o mercado de trabalho, houve tanta resistência no início que hoje parece ser algo trivial se debater sobre tal tema.
 
  Enfim, para completar, eu sinceramente creio não haver diferenças em perspectiva da diversidade que há em ambos os sexos. Vejo que cai sempre no discurso de auto-visibilidade como se o ser humano tivesse em sua natureza em estado latente a necessidade de se espelhar em alguém – e isso não é discurso individualista, antes que surja tal crítica – deixando de lado a auto-determinação do ser para o ser e tão somente com o ser.

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