Corpo, prisão sem grades. Alma delinquente penitente.

Quando os prazeres da carne não é capaz de suprimir os prazeres da alma, cabe a quem “errantemente” vaga encontrar algo aquém desde mundo.
Putrefato, podre corpo fadado a decadência, não há beleza, não há ópio que possa sanar tal determinismo.
Do corpo, os instintos que busca por sobrevivência, tentando escapar por todos os meios e todas as vias dessa tal de decadência.
Pobre alma, aprisionada numa cela sem barras. Num casulo que entrava as excelências d’alma e da mente.
Preso como delinquente, para todo lugar que vá leva sua cela. Há quem diga que o corpo é um abrigo passageiro. MENTIRA!
Te dizem saber o que não compreendem, seus delitos escarnecidos e manchados no espírito.
Sua pena, a eterna errância terrena, de corpo em corpo procurando um conforto. Não há consolo se não a ilusão das boas ações!
As boas ações não são passe livre ao paraíso, e sim obrigação daquele que comete reiteradamente seus delitos, era após era sua humanidade resseca, as belas artes que antes enobrecia o espírito, picha as ruas das cidades, adeus belos quadros e escultura de uma mocidade.
Poesias já não tocam mais, é um sussurro longe e distante, quase inaudível ao espírito. Deixam o negro ao seu próprio desalento, a travesti nas ruas, os gays ao inferno divino de uma fé porca e sombria, deturpada pela elite.
Pobres minorias, do meu individuo parte do coletivo. Esquecido!
Prosa, proseio em textos, e me esqueço. Perco-me em meus desejos dentro de um mundo grotesco.
Não há sossego, pausa para esse pesadelo. Onde está o amor? No olhar de quem nos deixou… chame-o de amado, de Jesus ou de espírito santo, aquele(a) que lhe traz a paz jaz distante em terras perdidas.
Pobre coração, palpita desatinadamente navegando contra um mar de tormentas.
Pobre coração, paulatinamente bate em muro salpicado de terra, cal e água…
Pobre coração, que deixa de bater por um instante e se torna dormente a todos os sentimentos de nossa gente.
Planeta Terra, destinada ao fracasso da humanidade, leva consigo o ser bruto humano, os animais e as plantas. Leva consigo a beleza dessa gigante natureza. Acaba por um fio sobrevivendo entre outros mil.
Ah Brasil, se soubesse o gosto da consciência, da cultura e da nobreza. Não esta de um mundo mundano passado por gerações de castas, mas a nobreza de uma alma sensível ao inaudível!

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